“Sério e loucamente irônico, malicioso e erótico, lento e velozmente cômico; saímos da sala de projeção no mínimo cheio de curiosidade e convencidos de que vimos uma coisa incomum.”

> Gabriele C. / Cine|blog.it


“O mestre brasileiro Julio Bressane trouxe uma obra que é tanto explicitamente erótica quanto elegantemente intelectual. O obscuro objeto do desejo (como não se lembrar de Buñuel?) que Gustave Courbet numa pintura com minúcias realistas chamou de A origem do mundo, é aqui – surpresa! – A erva do rato (assim se intitula este filme extraordinário) flor venenosa cujo o antídoto está na própria raiz (...) forma misteriosa que vemos no filme delinear-se nítida e languidamente enquanto se revela uma fotografia (...) Mão suavíssima, sentido do espetáculo, sentido trágico e sentido de humor em perfeito equilíbrio, tensão erótica constante, o filme é tudo isto e principalmente um ensaio sobre a luz”.

> Maria Giulia Minetti / La Stampa


“Alessandra Negrini e Selton Mello formam o casal que procura acender a paixão sensual através de jogos amorosos. Ele tira fotos da mulher nua. Entra um terceiro elemento na relação; e talvez um quarto. Com esses fragmentos narrativos, Bressane arma uma reflexão das mais interessantes sobre o amor, a morte, a paixão, o sexo. Ou seja, sobre alguns dos grandes temas universais da vida humana. Deslumbrante a fotografia de Walter Carvalho, dando ao filme uma concepção visual rigorosa, de pintor.”

> Luiz Zanin / Estadao.com.br

 

“A poética de Bressane é personalíssima, facilmente reconhecida mas jamais fechada e codificada em si mesma. Barroca e sensual, é feita de referencias, citações, de um sincretismo refinado de filosofia, paixão literária, pictórica e de tradições populares.”

> Cristina Piccino / Il Manifesto

 

 

“Julio Bressane já nos habituou a filmes refinados, delicados, difíceis. Saímos da sala com a sensação de termos visto uma qualquer coisa estranha, diferente, não banal. Rimos, mas um riso daqueles que nos deixa inquieto, que não tranqüiliza. Saímos da sala com a sensação de que o cinema também deve fazer isto, não nos deixar jamais tranqüilos.”    

> Michela Manente

 

Cleópatra era um filme com uma mise-en-scène complexa, A erva do rato tem a imediatez e a ligeireza de um divertissement, sem, no entanto, perder potência no que se refere à escritura. Também aqui nos encantamos diante de um estilo que sabe ser contemporaneamente barroco e clássico, capaz de uma arquitetura visual geométrica e exata e de uma gama de cores essenciais (...) A erva do rato tem raros movimentoa de câmera, todos eles dotados no entanto de uma grande intensidade - como aquela panorâmica que mostra as duas pessoas vivas no cemitério como duas figuras pequeninas numa paisagem de morte.”
> Alessandro Anibali / Cinemavvenire

 

> ver a sinopse, e também os créditos e o trailer de A Erva do Rato.


A Erva do Rato, de Júlio Bressane

Julio Bressane fala ao Nouvel Observateur em junho de 2009