A Erva do Rato, de Julio Bressane, estreia em São Paulo em 26 de junho

Livremente inspirado em dois contos de Machado de Assis (A Causa Secreta e Um Esqueleto), filme é protagonizado por Selton Mello e Alessandra Negrini.

 

Evento Folha - Pré-estreia seguida de debate com Julio Bressane, Alessandra Negrini e Selton Mello.
Dia 23 de junho, terça-feira, às 20h, no Espaço Unibanco de Cinema – Rua Augusta, 1475.
Entrada Franca – Retirada de ingressos a partir das 19horas.

 

Release

A Erva do Rato, longa de Julio Bressane, com fotografia de Walter Carvalho, estreia em S.Paulo e Rio de Janeiro na sexta-feira, dia 26 de junho. Na semana anterior o filme será lançado comercialmente em Paris, com seis cópias. A Erva do Rato foi exibido no Festival de Veneza de 2008, seção Orizzonti,  e, no mesmo ano, participou do Festival do Rio e da Mostra Internacional de Cinema em S.Paulo.

Livremente inspirado em “A causa secreta” e “Um esqueleto”, de Machado de Assis, A Erva do Rato funde dois elementos dos contos: a relação do homem com a morte e a incompreensível relação que estabelece com os animais. Ele e Ela caminham por um cemitério à beira-mar. Os pronomes são seus nomes. Ela, professora, com o pai morto há apenas três dias, não tem mais ninguém no mundo. Diante de tal situação, Ele se propõe a cuidar d’Ela enquanto for vivo. Este é o início de uma estranha relação.

Reconhecido como o mais pessoal e experimental dos cineastas brasileiros, Julio Bressane iniciou sua formação na época do Cinema Novo e dirigiu seu primeiro longa-metragem, Cara a aara, em 1967. Sua obra, de rara coerência, está voltada para a investigação da linguagem cinematográfica. Uma de suas marcas é a abordagem de temas e personagens históricos e de aspiração literária. Seus dois últimos filmes de longa-metragem foram exibidos no Mostra del Cinema de Veneza: Cleópatra em 2007 e A erva do rato em 2008. Em agosto de 2008 Bressane foi homenageado no Festival de Gramado com um prêmio especial pelo conjunto de sua obra.
O diretor de fotografia Walter Carvalho, também cineasta (Budapeste, Moacir – arte bruta) e co-diretor (Cazuza, o tempo não para e Janela da alma) começou no cinema ajudando o irmão — o também cineasta Vladimir Carvalho — como fotógrafo (e sendo muito influenciado por ele). Sua apurada fotografia cinematográfica tem a marca inconfundível do cinema brasileiro da segunda metade do século 20, assim como testemunha as transformações sociais, políticas e culturais pelas quais o Brasil tem passado nas últimas décadas. É um dos diretores de fotografia mais requisitados do cinema brasileiro contemporâneo, além de um dos mais premiados – é recordista de Candangos  no Festival de Brasília.

 

Filmografia de Julio Bressane
No cinema desde os anos 60, Júlio Bressane começou como assistente de direção de Menino de engenho de Walter Lima Jr. (1965). Em seguida, três filmes curtos, Lima Barreto: trajetória (1965), Elis Regina (1966) e Bethânia bem de perto (co-direção de Eduardo Escorel, 1966).

A partir de então uma extensa filmografia: Cara a cara (1967); O anjo nasceu (1969); Matou a família e foi ao cinema (1969), A família do barulho (1970); Barão Olavo, o horrível (1970); A miss e o dinossauro (1970); Cuidado madame (1970); Memórias de um estrangulador de louras (1971); Amor louco (1971); A fada do oriente (1972) Lágrima pantera (1972); O rei do baralho (1973); Viagem através do Brasil 1 (1973); Viagem através do Brasil 2 (1974); Viagem através do Brasil 3 (1975); O monstro caraíba – nova história antiga do Brasil (1975); Viola chinesa – meu encontro com o cinema brasileiro (1975); A agonia (1976); O gigante da América (1978); Cidade pagã (1979); Cinema inocente (1980); Tabu (1982); Brás Cubas (1985); Sob o céu, sob o sol, Salvador (1987); Sermões – a história de Antônio Vieira (1992); Galáxia albina (1992); Infernalário: logodédalo galáxia dark (1993); O cinema do cinema – criação e recriação da imagem no filme cinematográfico (1993); Antonioni – Hitchcock: a imagem em fuga (1993) As canções que você fez pra mim (1994); O mandarim (1995); Miramar (1997); São Jeronimo (1999); Dias de Nietzsche em Turim (2001); Terra incógnita (2002); Filme de amor (2002); Cleópatra (2007); Passagem em Ferrara (2007); Ver viver reviver (2007) e A erva do rato (2008).


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A Erva do Rato de Júlio Bressane