|
Ele e ela estão num cemitério a beira mar. Os dois não se conhecem. Ela não tem ninguém no mundo. Ele se propõe a cuidar dela. É o início de uma estranha relação.
Em casa ele e ela tomam chá e ele dita histórias sobre a geografia do Rio,a mitologia grega e os venenos preparados pelos ínidos.
Vai ser assim por muito tempo. Aos poucos ela começa a sentir cansaço.Ele interrompe os ditados e adquire uma câmera fotográfica. Ela será o único foco das fotografias dele.
Mais tarde ele descobre que as fotografias foram roídas por um rato. A descoberta deixa-o enfurecido e ele espalha ratoeiras pela casa, decidido a matar o invasor.
Pouco a pouco descobre que o rato não é um habitante totalmente indesejado na casa. O rato age além do mero ato de roer fotografias.
|