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Primeira cena do filme: Eu estou no telefone, meio hesitante. - Alô? Consulado da Hungria? - É - Eu queria uma informação. Uma pessoa cujo avô é húngaro tem direito a um passaporte húngaro? A pessoa do outro lado tem um sotaque húngaro muito forte. Ela não tem certeza de ter entendido minha pergunta, - Um passaporte húngaro? Talvez… - Quais são os documentos necessários? - É complicado. - Demora? - Bastante. Se você tiver todos os papéis... Você tem de vir aqui para conversarmos. A idéia está lançada: vou pedir a nacionalidade húngara. O processo administrativo será o fio condutor do filme. Ele levanta questões sobre o que é uma nacionalidade, para que serve um passaporte, sobre o que somos porque queremos ser e o que somos porque herdamos.
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